sábado, 1 de abril de 2017

Mobilidade urbana na Zona Oeste do Rio de Janeiro



A mobilidade urbana é obtida por meio de políticas de transporte e circulação que visam à melhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas, mas isso não é o que está acontecendo no Rio de Janeiro, em especial na Zona Oeste.

Na Zona Oeste do Rio, tudo fica para depois, entra prefeito sai prefeito e nada é feito para solucionar os gargalos e deficiências encontradas.

   Muitos desses problemas são encontrados no bairro de Campo Grande onde às vezes tentam soluciona-los e acabam criando outros.
Como é o caso da Estrada do Monteiro que tinha uma ligação direta com o Viaduto Alim Pedro e hoje em dia não existe mais, fazendo com que o motorista tenha que entrar na Rua Professor Castilho e enfrentar o mesmo engarrafamento que enfrentava quando seguia direto para o viaduto; para complicar ainda mais, construíram uma estação do BRT no cruzamento da Estrada do Monteiro com a Av Cesário de Melo, afunilando ainda mais a Est. do Monteiro. A referida estação até hoje não está funcionando.
   Outros gargalos são: Cruzamento da Rua Rio do A com Rua Vitor Alves; ligação da Estrada do Monteiro com a Rua Luiz Barata; Rotatória na Rua Olinda Ellis com Estrada da Cachamorra; duplicação do pequeno trecho na Estrada do Pré, da Rua Mora até a Estrada do Cabuçu e mão única no trecho da Mora até a Cabuçu; Rotatória na Estrada do Cabuçu com Olinda Ellis e Asfaltamento do trecho entre a Av. Brasil e a Estrada do Tingui, fazendo sua ligação completa.
   Já em Bangu existe um projeto que é a ligação de Bangu a Nova Iguaçu passando pelo Gericinó, até a Av. Brasil e da Rua Doutora Estrela até o viaduto novo de Bangu.
Solução:
· Construção de um mergulhão na Av. Cesário de Melo com Estrada do Monteiro
· Estação do BRT – Colocar uma linha expressa saindo em horários pré-determinados do Terminal Campo Grande para a estação Magarça passando na IDA pelas estações Alim Pedro, Gramado, Parque Esperança e Maria Tereza, saindo daí direto para a estação Magarça e na VOLTA pelas estações Maria Tereza, Candido Magalhães e Terminal Campo Grande. O embarque na estação Maria Tereza seria somente nos horários pré-determinados ou retirar a estação daquele local e levar para outro que precise mais.
· Cruzamento da Rua Rio do A com Rua Vitor Alves – Abertura do cruzamento dessas vias.
Ligação da Estrada do Monteiro com a Rua Luiz Barata – Abertura desse cruzamento para que os motoristas tenham acesso direto ao cemitério.
· Rotatória na Rua Olinda Ellis com Estrada da Cachamorra – Essa rotatória melhoraria o fluxo em todos os sentidos.



· Rotatória na Estrada do Cabuçu com Olinda Ellis com a duplicação de um pequeno trecho na Estrada do Pré, da Rua Mora até a Estrada do Cabuçu e mão única no trecho da Mora até a Cabuçu; 




Um dos principais desafios da mobilidade urbana é permitir que as pessoas cheguem aos destinos desejados de uma forma rápida, segura e agradável.

   Isso não acontece com quem tem que pegar ônibus no lado norte de Campo Grande!
  Passageiros enfrentam sol e chuva em pontos de ônibus sem abrigo, espremidos em pequenas calçadas e se deslocando por outras ruas para fazerem baldeações; sem contar nos constantes engarrafamentos causados pela grande quantidade de ônibus que circulam pelas ruas Campo Grande, Gianerine e Rua Aracaju.
Solução:
· Construção de um Terminal Rodoviário Intermunicipal no lado norte de Campo Grande, retirando os pontos de ônibus ao longo da linha férrea e ruas adjacentes. Além de melhorar o trânsito, os passageiros estariam protegidos do sol e da chuva.

Mobilidade urbana é saber lidar com os padrões de deslocamento diário ofertando meios para que a população possa se deslocar facilmente e com acessibilidade completa a todos os meios de transporte.

   Integrar, trens, ônibus, BRT e metrô, isso é acessibilidade, mas essas integrações deixam a desejar na Zona Oeste; não existe uma integração com uma linha alimentadora do BRT Campo Grande com o METRÔ e entre o BRT Campo Grande com o BRT Sulacap; falta uma linha de ônibus passando pela Estrada do Pré saindo da Estação de Vasconcelos até o BRT Magarça.
   Existe também a necessidade da construção da Estação Ferroviária Ítalo Del Cima.
Soluções:
· Ampliação do Terminal Rodoviário de Campo Grande.
· Criação de uma linha de ônibus ligando o BRT (Rodoviária de Campo Grande) a Estação do Metrô de Coelho Neto, que contemplasse os moradores do lado sul de Campo Grande passando pela Rua Arthur Rios, Av. Santa Cruz, Rua Cel. Tamarindo, Av Brasil. Uma variante da linha 397 até Coelho Neto. Existe a concessão de uma linha de ônibus que só tinha um ônibus que era a linha 937 (antiga 817) Campo Grande - Fazenda Botafogo (via Bangu) e que não atendia ninguém. Porque não transformar esta linha em uma integração (BRT) Campo Grande x (Metrô) Coelho Neto
Justificativa: Atenderia muitas pessoas, seria uma grande integração e estariam ganhando também com o sucesso do desenvolvimento da mobilidade urbana. Poderia por exemplo colocar um ônibus na cor azul do BRT junto com o logotipo do metrô.
Seria mais uma alternativa de ir e vir do centro da cidade para quem mora em Bangu e Campo Grande e não tem opção para pegar o metrô, principalmente passando pela Av Santa Cruz.
· Criação de uma linha de ônibus ligando o BRT (Rodoviária de Campo Grande) ao BRT Sulacap.
· Criação de uma linha de ônibus ligando a Estação de Vasconcelos até o BRT Magarça, passando pela Estrada do Pré, Olinda Ellis (Centro Esportivo Miécimo), Estrada da Cambota, Rua Iturbirdes Esteves, Rua Comari (PAM), Estrada do Monteiro (Park Shopping), Estrada do Magarça, Estação do BRT do Magarça.
Justificativa: Não tem nenhuma linha que contemple este itinerário e facilitaria em muito aos passageiros
· Construção da Estação Ferroviária Ítalo Del Cima / João Ellis.

A Pavimentação e Qualificação de Vias Urbanas é um processo de mobilidade urbana para melhorar a acessibilidade do espaço urbano, minimizar segregações espaciais e contribuir para melhoria do fluxo de uma cidade ou bairro.

   Fala-se tanto em mobilidade urbana, mas não é isso o que se vê na Estrada do Tingui.
  Se essa Estrada estivesse totalmente asfaltada ela seria uma alternativa para quem vai para os bairros de Santa Margarida, Vila Nova e Sub-bairro Salim; desafogaria a antiga Rio São Paulo, traria acessibilidade para a população e rapidez no transporte urbano
Outros locais que melhorariam o fluxo e melhoraria a acessibilidade são:
  Obras de ligação da Estrada da Caroba com a Estrada da Posse – obra de grande importância para a região (vai precisar de construção de túnel), desafogando a estrada das Capoeiras e a Estrada do Mendanha, melhorando o corredor de ligação da área central com a Av. Brasil;
   Duplicação da Rua Olinda Elis (da Av. Cesário de Melo até á Estrada do Cabuçu);
  Mergulhão na Avenida Cesário de Melo – ligando lado norte ao lado sul; prolongamento da Avenida Alhambra até a Estrada da Cachamorra;
  Pavimentação da Rua Irajuba, fazendo a ligação da Estrada do Cabuçu com a Estradado dos Caboclos.

Alguns desses projetos já estão sendo estudados e foi alvo de discussão em encontros com comerciantes, lideranças da Zona Oeste e comunidade.
O último encontro aconteceu no Centro Esportivo Miécimo da Silva no dia 31 de março de 2017, com a presença do Prefeito Marcelo Crivella, Vereadores, Deputados e o Secretario de Infraestrutura, Urbanismos e Habitação Índio da Costa.

Agora é a vez da Festa Literária de Santa Cruz - FLISC

            A FLISC é um evento literário jovem, com diversas atividades e atrações e que visa fortalecer e incentivar a leitura e cultur...