Em comemoração aos 461 anos da cidade do Rio de Janeiro,
Campo Grande recebeu uma edição especial da Caminhada Cultural e Ambiental,
iniciativa que une educação patrimonial, consciência ecológica e participação
comunitária.
A proposta é clara: promover o reconhecimento e a
valorização do patrimônio cultural de forma acessível, dinâmica e
participativa.
Segundo Silvia Fernandes, a caminhada pela área histórica de
Campo Grande, especialmente pelo tradicional Calçadão é uma ação de educação
patrimonial que busca conhecer, reconhecer e valorizar a história do bairro,
sem perder de vista a importância da preservação ambiental.
Ela destaca que a região possui forte vocação cultural e
ambiental. O Calçadão de Campo Grande, projetado por Roberto Burle Marx, abriga
diversas espécies arbóreas e representa um importante marco paisagístico do
bairro. Ainda assim, Silvia ressalta a necessidade de ampliar o plantio de
árvores, fortalecendo o compromisso com a sustentabilidade.
A caminhada também provoca um “estranhamento positivo”, despertando a curiosidade de quem observa o grupo percorrendo o Calçadão até a Praça Dom João Esberard, conhecida como Praça da Igreja do Desterro. Durante o trajeto, a guia de turismo Deca Serejo realiza paradas estratégicas para contextualizar os espaços tombados e protegidos, relacionando os marcos históricos tradicionais com a riqueza natural presente no percurso.
Com a contribuição do biólogo Renan, os participantes
receberam orientações sobre as espécies de árvores existentes, suas
características e importância ecológica. O mapeamento ambiental apresentado
ajudou o público a se situar dentro do perímetro histórico, ampliando a
compreensão sobre a integração entre cultura e natureza.
O percurso incluiu importantes pontos históricos, culturais
e naturais do bairro, culminando na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Desterro,
localizada na Praça Dom João Esberard, um dos principais símbolos da memória
local.
Como gesto simbólico e de compromisso com o futuro, foi
realizado o plantio de mudas de espécies da Mata Atlântica, como Pau-Brasil
e Guarajuba, em homenagem ao botânico e médico Francisco Freire Alemão,
reforçando a conexão entre ciência, história e preservação ambiental.
A ação integra a programação oficial do aniversário da
cidade, dentro do Programão Carioca – Rio 461 anos.
Apoio: TV Globo






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