Obras do novo campus da UERJ Zona Oeste seguem paralisadas sem previsão de retomada.

 

As obras do novo campus da Universidade do Estado do Rio de Janeiro na Zona Oeste seguem paralisadas, sem qualquer previsão concreta de retomada. O que deveria representar um avanço histórico para a educação pública na região permanece, até agora, como uma promessa interrompida.

Fruto da mobilização de movimentos sociais e da luta de moradores, estudantes e educadores, a implantação da unidade simboliza muito mais do que uma expansão física: trata-se de um passo essencial para democratizar o acesso ao ensino superior. No entanto, a falta de continuidade nas obras e os entraves estruturais evidenciam um cenário preocupante de descaso e “despriorização”.

Enquanto isso, estudantes seguem enfrentando condições provisórias e inadequadas, estudando em espaços adaptados que não atendem plenamente às demandas acadêmicas. A precariedade compromete não apenas a qualidade do ensino, mas também a permanência e o desempenho desses alunos.

Mais do que concreto e infraestrutura, o que está em jogo é o direito à educação pública, gratuita e de qualidade na Zona Oeste, uma região historicamente marcada pela desigualdade na distribuição de investimentos e pela ausência consistente do poder público.

Infelizmente, a Zona Oeste continua sendo tratada como território secundário, inclusive por instituições estaduais. Esse padrão reforça um ciclo de invisibilidade que impacta diretamente o desenvolvimento cultural, social e educacional da região.

É urgente rever esse cenário. Reconhecer a potência da Zona Oeste é mais do que discurso: exige ação, investimento e compromisso real com a equidade.

A pergunta que permanece é direta e incômoda: onde está o campus definitivo da UERJ Zona Oeste?

Os estudantes não pedem privilégios, exigem o básico: um espaço digno para estudar, aprender e construir seus futuros.

 


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