Moradores de Realengo, Zona Oeste
do Rio, expressam insatisfação com o abandono de prédios históricos na Zona
Oeste do Rio. Entre os exemplos mais citados estão a Faculdade Simonsen e o
antigo Colégio Souza Lima.
Na Rua General Sezefredo, o
Colégio Souza Lima, que foi uma grande referência para os moradores de Realengo, virou símbolo desse problema. A obra para transformar o
espaço em uma nova escola estadual avança lentamente e sem informações claras
para a população, como placas de identificação ou prazos definidos.
Além disso, moradores reclamam da
falta de áreas verdes e do descaso com outros espaços históricos da região,
como a memória da Escola Municipal Tasso da Silveira e o abandono do prédio da Faculdade Simonsen. Nas redes sociais, são
frequentes os relatos de abandono e falta de cuidado com esses locais.
Outro ponto de preocupação é uma
grande área onde funcionava uma antiga fábrica de cartuchos. Há anos existe uma
disputa sobre o uso do terreno, e moradores se posicionam contra a construção
de condomínios, defendendo um projeto que beneficie a comunidade.
O abandono desses espaços traz
consequências diretas: aumenta a insegurança, favorece o acúmulo de lixo e
contribui para a desvalorização do bairro.
Moradores afirmam que o cenário
atual é preocupante. O que deveria ser um espaço em obras para educação se
transformou em um local de abandono. Diante disso, a população pede a
revitalização desses imóveis, com projetos voltados à educação, cultura e lazer,
preservando a história de Realengo e trazendo mais qualidade de vida para a
região.
(Silmo Prata - jornalista, professor e agente cultural - Ex aluno do Colégio Souza Lima)

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