O trânsito em Santa Cruz voltou
ao centro do debate público e não por acaso. Uma postagem recente do perfil “Zona
Oeste Acontece”, no Instagram, expôs mais uma vez o cenário já conhecido
por quem vive a rotina do bairro: congestionamentos constantes, agravados pelo
alto fluxo de ônibus e pela ausência de alternativas viárias eficientes.
Embora o futuro Terminal Bairro
Imperial seja visto como um avanço importante, a própria população reconhece
que a medida, isoladamente, não resolverá o problema estrutural de mobilidade
no centro de Santa Cruz. O diagnóstico é claro e o alerta é urgente: é preciso
pensar além.
Moradores vêm se mobilizando e,
mais do que reclamar, estão propondo soluções concretas. Entre as ideias
apresentadas, destaca-se a construção de um novo viaduto sobre a linha férrea,
partindo da Rua Martinho de Campos, nas proximidades do futuro terminal, com
saída na Rua Campeiro Mor, seguindo o traçado da antiga linha férrea até a
Avenida Brasil. A proposta, segundo relatos, teria potencial de reduzir
significativamente os impactos no trânsito local, ao criar uma alternativa de
fluxo mais direta e estratégica.
Outra sugestão viável aponta para
um viaduto ligando a Rua Severina das Chagas à Rua Francisco Belisário, com
prolongamento paralelo à Avenida Padre Guilherme Decaminada até a Avenida
Brasil. Ambas as propostas partem de um conhecimento prático do território de
quem vive diariamente o problema e entende suas dinâmicas.
O que chama atenção não é apenas
a gravidade da situação, mas o fato de que a própria população já enxerga
caminhos possíveis. Se moradores, mesmo sem aparato técnico, conseguem
visualizar soluções coerentes, por que o poder público ainda não avançou com
estudos de viabilidade mais consistentes?
A construção de um novo viaduto
não é apenas uma demanda local é uma necessidade estratégica para a mobilidade
urbana da Zona Oeste. Além de aliviar o trânsito, a intervenção pode viabilizar
uma integração mais eficiente com o futuro prolongamento do corredor BRT
TransBrasil na Avenida Brasil, até Santa Cruz e a construção de um novo
terminal, ampliando o acesso e reduzindo o tempo de deslocamento de milhares de
pessoas.
Santa Cruz não pede privilégio.
Pede planejamento, investimento e compromisso. As ideias já estão postas. Falta
agora que as autoridades saiam da inércia, escutem a população e transformem
propostas em projetos e, projetos em obras.
“Porque, quando o cidadão aponta
o caminho, ignorar já não é mais uma opção!”

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