A população da Zona Oeste e a comunidade acadêmica voltam a pressionar
pela retomada das obras do campus da Universidade do Estado do Rio de Janeiro
na região.
Considerada uma conquista histórica, a chegada da universidade
representa uma oportunidade concreta de ampliar o acesso ao ensino superior
público em uma das áreas mais populosas do município, historicamente marcada
pela carência de investimentos educacionais.
A criação da UERJ-ZO trouxe a expectativa de mais oportunidades para
milhares de estudantes, além de impulsionar pesquisa, inovação e
desenvolvimento socioeconômico local. No entanto, a falta de transparência
sobre o andamento do projeto tem gerado insatisfação. Até o momento, não há
cronograma público definido, nem informações claras sobre investimentos ou
planejamento acadêmico do campus definitivo.
A futura sede será instalada na Rua Engenheiro Trindade, 229, no centro
de Campo Grande, no espaço do antigo Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos.
Apesar do lançamento da pedra fundamental em 2023, as obras enfrentam
paralisações recorrentes, atribuídas principalmente a entraves orçamentários.
Diante desse cenário, estudantes e servidores têm intensificado
mobilizações, incluindo manifestações e debates na Assembleia Legislativa do
Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), cobrando prazos concretos e a efetiva
continuidade do projeto. Atualmente, muitas atividades acadêmicas seguem
ocorrendo de forma improvisada, o que reforça a urgência da consolidação do
campus.
Para a região, a implantação definitiva da UERJ-ZO vai além da
educação: trata-se de um passo estratégico para reduzir desigualdades e
fortalecer o desenvolvimento social, cultural e econômico da Zona Oeste.

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