Revitalização da Estação João Ellis pode ser o próximo passo para transformar a mobilidade em Campo Grande

 


Novo Terminal Intermodal abre oportunidade histórica para recuperar uma estação ferroviária esquecida.

A construção do novo Terminal Intermodal de Campo Grande, ao lado do Super Centro de Saúde, na Rua Campo Grande, representa um dos maiores investimentos em mobilidade urbana da Zona Oeste dos últimos anos. Mas, enquanto as obras avançam, surge uma pergunta que merece ser debatida por autoridades, empresários e moradores: por que não aproveitar esse momento para revitalizar a antiga Estação João Ellis?

Localizada entre as estações Augusto Vasconcelos e Campo Grande, no ramal Santa Cruz, a Estação João Ellis permanece abandonada há anos. Hoje restam apenas suas plataformas, silenciosas testemunhas de uma época em que a estação era o principal acesso ao Estádio Ítalo Del Cima, casa do tradicional Campo Grande Atlético Clube.

Com a desativação do estádio, a estação acabou perdendo sua função e foi fechada. Entretanto, o cenário mudou. O Ítalo Del Cima foi reformado, novos equipamentos públicos foram implantados na região e, agora, um moderno Terminal Intermodal está prestes a se tornar realidade.

Diante desse novo contexto, especialistas em mobilidade urbana costumam destacar que integrar diferentes modais de transporte é uma das formas mais eficientes de reduzir congestionamentos, facilitar deslocamentos e estimular o desenvolvimento econômico local.

A reativação da Estação João Ellis poderia criar uma conexão estratégica entre o sistema ferroviário, o novo terminal e o Super Centro de Saúde, beneficiando milhares de moradores da Zona Oeste. Além disso, facilitaria o acesso de pacientes, estudantes, trabalhadores e torcedores que frequentam o Estádio Ítalo Del Cima em dias de jogos e eventos.

Outro aspecto importante é o impacto econômico. Uma estação revitalizada tende a estimular o comércio do entorno, valorizar imóveis e atrair novos investimentos para a região. Esse debate interessa não apenas ao poder público, mas também aos comerciantes e entidades representativas, como a Associação Empresarial de Campo Grande, que historicamente defende iniciativas voltadas ao desenvolvimento do bairro.

A construção do Terminal Intermodal oferece uma oportunidade rara: planejar a mobilidade de forma integrada, evitando que grandes equipamentos públicos funcionem de maneira isolada.

A proposta naturalmente exigiria estudos técnicos de viabilidade, demanda de passageiros, custos de implantação e integração operacional. Ainda assim, muitos moradores consideram que este é o momento ideal para iniciar essa discussão antes que as obras do terminal sejam concluídas.

O projeto também dependeria da articulação entre diferentes esferas de governo, envolvendo a Prefeitura do Rio, o Governo do Estado, parlamentares da região e a concessionária responsável pelo sistema ferroviário, a Nova Via Mobilidade.

Campo Grande vive um período de importantes transformações urbanas. Aproveitar esse momento para rediscutir o futuro da Estação João Ellis pode representar não apenas o resgate de um patrimônio ferroviário da cidade, mas também um investimento na qualidade de vida de milhares de pessoas que utilizam diariamente o transporte público.

Talvez tenha chegado a hora de tirar a Estação João Ellis do abandono e devolvê-la ao mapa da mobilidade da Zona Oeste.


Comentários

Anônimo disse…
Que essa revitalização dessa estação seja aprovada e concluída para o benefício de todos. Lídia Cabral