Festa Literária do Rio da Prata reúne escritores, artistas, famílias
e moradores em uma grande celebração da produção cultural local
Organizada pelo Coletivo Cultural Rio da Prata, a FLIRP
vem se consolidando como um importante espaço de encontro, valorização e
divulgação da produção cultural da região. Nesta quarta edição, a festa ampliou
seu alcance ao reunir literatura, teatro, música, dança, performances, contação
de histórias, debates, lançamentos de livros e uma feira de artes e artesanato.
Com o tema “Era uma Vez... E Sempre!”, a programação reforçou a importância da literatura, especialmente da literatura infantil, como instrumento de imaginação, educação, formação e transformação.
Quatro novos livros infantis são lançados
Um dos grandes destaques da 4ª FLIRP foi o lançamento de quatro livros
infantis, reunindo diferentes autores e histórias que estimulam a criatividade
e aproximam as crianças do universo da leitura.
Entre as obras apresentadas estavam “A vaca com cara de porco”, de Sandra
Serodio; “A briga dos gêmeos e o menino que reciclava sonhos”, de Marcia
Bitencourt; “A casa da vovó”, de Vanda Maria Alves; e “Era uma vez os
guardiões do planeta azul”, de Maristela Santos.
Teatro, música, dança e performances movimentaram a programação
A festa literária foi muito além dos livros. O público acompanhou dois
esquetes teatrais apresentados pelo grupo Raio de Sol, levando humor,
criatividade e interpretação ao palco.
A música esteve presente com apresentações de Denise Muller e Rafael
Barros, Rychard, Clarisse, Beth Queiroz e Melãocolia.
A dança também marcou presença com o Movimento Poesias Ciganas e o Projeto
Cultural Anahanda, mostrando a diversidade de linguagens artísticas que
fazem parte da cena cultural da região.
Reconhecimento para quem faz cultura
Outro momento de destaque foi a entrega dos prêmios de reconhecimento Troféu
Amor à Arte e Prata da Casa.
A homenagem celebrou pessoas, projetos e iniciativas que se dedicam às
diferentes formas de arte e cultura e que contribuem para o incentivo à
escrita, à leitura e à produção cultural.
Mais do que uma premiação, o momento representou o reconhecimento
público de trajetórias e iniciativas que ajudam a manter viva a cultura
produzida na Zona Oeste.
Literatura também é encontro
Enquanto as apresentações aconteciam, o público podia circular por
diferentes espaços da festa. Um cantinho lúdico de contação de histórias
recebeu crianças e famílias, criando um ambiente de aproximação com os livros e
com o universo da imaginação.
Os visitantes também tiveram a oportunidade de conversar diretamente
com escritores e autores, conhecer suas obras e trocar experiências sobre
literatura.
Debate coloca literatura infantil em pauta
A reflexão também teve espaço na programação da FLIRP. Entre os
momentos de discussão esteve a mesa de debate “A Influência da Literatura
Infantil no Desenvolvimento Escolar”, que reuniu escritores e participantes
ligados à produção literária regional, entre eles Bruno Black.
O debate destacou a importância do contato das crianças com os livros e
de como a literatura pode contribuir para o desenvolvimento, a criatividade, a
formação crítica e o processo de aprendizagem.
A outra mesa foi com o tema: “A influência da Literatura infantil,
no imaginário do adulto”, contou com a participação do professor Américo
Mano e da escritora Nancília Pereira.
Ao trazer a discussão para dentro de uma festa literária comunitária, a
FLIRP reforçou que falar sobre livros também significa falar sobre educação,
futuro e transformação social.
Arte e artesanato fortalecem a economia criativa
A Feira de Artes e Artesanato completou a programação, oferecendo ao
público a possibilidade de conhecer e adquirir produtos confeccionados por
criadores locais.
A iniciativa contribuiu para dar visibilidade aos pequenos produtores e
artistas, fortalecendo a chamada economia criativa e criando novas
oportunidades de circulação para a produção cultural da região.
Uma festa que deixa saudade e expectativa para a próxima edição

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