4ª FLIRP celebra a literatura, a arte e a cultura da Zona Oeste do Rio

 

Festa Literária do Rio da Prata reúne escritores, artistas, famílias e moradores em uma grande celebração da produção cultural local

 A literatura, a arte e a cultura ocuparam um lugar de destaque na Zona Oeste do Rio de Janeiro no último dia 22 de agosto, durante a realização da 4ª FLIRP – Festa Literária do Rio da Prata. Realizado no Salão Paroquial da Igreja São João Evangelista, em Campo Grande, o evento reuniu famílias, escritores, artistas, produtores culturais e moradores em uma programação diversificada e gratuita.

Organizada pelo Coletivo Cultural Rio da Prata, a FLIRP vem se consolidando como um importante espaço de encontro, valorização e divulgação da produção cultural da região. Nesta quarta edição, a festa ampliou seu alcance ao reunir literatura, teatro, música, dança, performances, contação de histórias, debates, lançamentos de livros e uma feira de artes e artesanato.

Com o tema “Era uma Vez... E Sempre!”, a programação reforçou a importância da literatura, especialmente da literatura infantil, como instrumento de imaginação, educação, formação e transformação.

 Quatro novos livros infantis são lançados

Um dos grandes destaques da 4ª FLIRP foi o lançamento de quatro livros infantis, reunindo diferentes autores e histórias que estimulam a criatividade e aproximam as crianças do universo da leitura.

Entre as obras apresentadas estavam “A vaca com cara de porco”, de Sandra Serodio; “A briga dos gêmeos e o menino que reciclava sonhos”, de Marcia Bitencourt; “A casa da vovó”, de Vanda Maria Alves; e “Era uma vez os guardiões do planeta azul”, de Maristela Santos.

 As obras também dialogaram com questões importantes para a formação das novas gerações, como relações familiares, imaginação, sustentabilidade, preservação do planeta e o prazer de ler.

Teatro, música, dança e performances movimentaram a programação

A festa literária foi muito além dos livros. O público acompanhou dois esquetes teatrais apresentados pelo grupo Raio de Sol, levando humor, criatividade e interpretação ao palco.

 As performances também tiveram espaço garantido na programação, com participações do Gatinho Bombom, Patrick Ferreira, Chapeleiro Maluco, Boneca Leiturina e Fadinha Malum, que ajudaram a criar uma atmosfera lúdica e especialmente atraente para o público infantil.

A música esteve presente com apresentações de Denise Muller e Rafael Barros, Rychard, Clarisse, Beth Queiroz e Melãocolia.

A dança também marcou presença com o Movimento Poesias Ciganas e o Projeto Cultural Anahanda, mostrando a diversidade de linguagens artísticas que fazem parte da cena cultural da região.

Reconhecimento para quem faz cultura

Outro momento de destaque foi a entrega dos prêmios de reconhecimento Troféu Amor à Arte e Prata da Casa.

A homenagem celebrou pessoas, projetos e iniciativas que se dedicam às diferentes formas de arte e cultura e que contribuem para o incentivo à escrita, à leitura e à produção cultural.

Mais do que uma premiação, o momento representou o reconhecimento público de trajetórias e iniciativas que ajudam a manter viva a cultura produzida na Zona Oeste.

 Literatura também é encontro

Enquanto as apresentações aconteciam, o público podia circular por diferentes espaços da festa. Um cantinho lúdico de contação de histórias recebeu crianças e famílias, criando um ambiente de aproximação com os livros e com o universo da imaginação.

Os visitantes também tiveram a oportunidade de conversar diretamente com escritores e autores, conhecer suas obras e trocar experiências sobre literatura.

 A programação contou ainda com a participação de grupos e iniciativas representados em suas próprias barraquinhas, entre eles ALAZO, ICC, Conversa com Verso e ATELIART, ampliando a rede de conexões entre artistas, produtores e público.

 Debate coloca literatura infantil em pauta

A reflexão também teve espaço na programação da FLIRP. Entre os momentos de discussão esteve a mesa de debate “A Influência da Literatura Infantil no Desenvolvimento Escolar”, que reuniu escritores e participantes ligados à produção literária regional, entre eles Bruno Black.

O debate destacou a importância do contato das crianças com os livros e de como a literatura pode contribuir para o desenvolvimento, a criatividade, a formação crítica e o processo de aprendizagem.

A outra mesa foi com o tema: “A influência da Literatura infantil, no imaginário do adulto”, contou com a participação do professor Américo Mano e da escritora Nancília Pereira.

Ao trazer a discussão para dentro de uma festa literária comunitária, a FLIRP reforçou que falar sobre livros também significa falar sobre educação, futuro e transformação social.

Arte e artesanato fortalecem a economia criativa

A Feira de Artes e Artesanato completou a programação, oferecendo ao público a possibilidade de conhecer e adquirir produtos confeccionados por criadores locais.

A iniciativa contribuiu para dar visibilidade aos pequenos produtores e artistas, fortalecendo a chamada economia criativa e criando novas oportunidades de circulação para a produção cultural da região.

Uma festa que deixa saudade e expectativa para a próxima edição

 Durante o evento, ficou evidente o desejo do público que ao reunir literatura, teatro, música, dança, performances, contação de histórias, debates, lançamentos e artesanato, a 4ª FLIRP reafirmou sua proposta de ser mais do que uma festa literária: um espaço de encontro, convivência, reconhecimento e valorização da cultura produzida na Zona Oeste.

 


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