Moradora do Caminho do Partido viraliza nas redes ao cobrar melhorias para a região

 

Enquanto algumas áreas de Campo Grande recebem obras de urbanização, saneamento e pavimentação, moradores do Caminho do Partido e ruas próximas ainda enfrentam problemas que parecem incompatíveis com uma cidade que está em pleno 2026.

Uma moradora, do Caminho do Partido, decidiu usar as redes sociais para mostrar uma realidade que, segundo ela, precisa chegar aos olhos das autoridades públicas. Em vídeos que vêm ganhando repercussão, Ela mostra as condições do Caminho do Partido e de ruas e travessas próximas, como Tv. Ararinha Azul, Rua Beija-Flor, Rua Trinca-Ferro, Tv. do Partido e o prolongamento até a Rua Japão.

Mais do que reclamar, a moradora está colocando o problema na rua, literalmente, e cobrando providências do poder público, especialmente da Prefeitura do Rio e da Subprefeitura da região.

Obra parou, problema ficou

A última intervenção de urbanização, saneamento e asfaltamento realizada na região não contemplou totalmente o Caminho do Partido. As obras teriam chegado até a Rua dos Periquitos, deixando de fora o prolongamento da via.

Em alguns trechos, segundo o relato da moradora, foi colocado apenas pó de asfalto, uma solução que está longe de representar uma urbanização completa.

A reivindicação vai além do asfalto. A moradora defende a urbanização do prolongamento

do Caminho do Partido e a construção de uma ponte sobre o Rio dos Caboclos, criando uma ligação com a Estrada dos Caboclos. A intervenção poderia facilitar o deslocamento dos moradores e melhorar a integração daquela área.

Ponte que não leva a lugar nenhum?

Outro ponto levantado é a ligação entre a Rua Japão e a Travessa do Partido. Uma ponte foi construída no local, mas, sem a urbanização necessária para completar a ligação, acabou criando uma situação que chama atenção: uma ponte que não cumpre plenamente a função de conectar as duas áreas.

É difícil não questionar: de que adianta construir uma ponte se o caminho para chegar até ela e continuar o trajeto não recebe a infraestrutura necessária?

Recentemente, um condomínio em construção na Estrada dos Caboclos abriu uma rua paralela. A partir daí, surgiu uma possibilidade que merece, ao menos, ser estudada: o prolongamento dessa via acompanhando o Rio dos Caboclos até a Estrada do Moinho. Não se trata de uma proposta pronta, mas de uma ideia que poderia ser analisada tecnicamente pelo poder público.

Em 2026, ainda há quem precise atravessar o rio para chegar em casa

O que mais chama atenção, entretanto, é a situação enfrentada diariamente por parte dos moradores.

Em pleno 2026, em uma região de Campo Grande, há pessoas que precisam se arriscar utilizando “pinguelas”, pontes improvisadas de madeira, tijolos e entulhos para conseguir passar. Em dias de chuva, a situação se torna ainda mais complicada, com moradores recorrendo até a sacos plásticos nos pés para conseguir sair de casa sem enfrentar ainda mais dificuldades.

E fica uma pergunta que não pode ser ignorada: como fazem os idosos, crianças, pessoas com deficiência ou moradores com mobilidade reduzida?

Urbanização não pode ser vista apenas como asfalto novo em determinadas ruas. Saneamento, drenagem, calçadas, acessibilidade, segurança e ligações viárias também fazem parte da infraestrutura que uma população tem o direito de cobrar.

“Ela quer aparecer”?

Em vez de criticar a moradora por estar mostrando os problemas, talvez seja mais produtivo perguntar por que esses problemas ainda existem.

Ela está fazendo algo que deveria ser valorizado: está mostrando a realidade do lugar onde mora e cobrando soluções.

Seus vídeos podem incomodar, podem gerar comentários e podem até ser interpretados por alguns como uma tentativa de “aparecer”. Mas, quando uma moradora precisa expor nas redes sociais as dificuldades enfrentadas para simplesmente chegar ou sair de casa, talvez a questão principal não seja quem está aparecendo.

A questão é o que está sendo mostrado.

Que as imagens e denúncias do Caminho do Partido cheguem à Prefeitura, à Subprefeitura e aos órgãos responsáveis pela infraestrutura da região. Que o problema seja analisado tecnicamente e que sejam apresentadas soluções concretas aos moradores.

Porque o cidadão não deveria precisar viralizar para conseguir aquilo que deveria ser básico: uma rua urbanizada, segura, acessível e com saneamento.

E, nesse caso, fica o reconhecimento à moradora que decidiu “botar a cara a tapa” e mostrar o que muitos preferem não ver.

A cobrança é legítima. A resposta, agora, cabe ao poder público.




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